O TRÂNSITO E AS MUDANÇAS NECESSÁRIAS

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Todos sabemos que o trânsito em Palmas é cada dia mais violento, provocando mortes e ferimentos graves que deixarão suas marcas para sempre.

Praticamente não tem um final de semana, em que não se registra esse tipo de ocorrência lamentável, enlutando famílias e ainda sobrecarregando os serviços de atendimento de urgências nos hospitais da municipalidade.

Urgente é a necessidade de mudanças reais, objetivas que efetivamente farão a diferença, reduzindo o número de acidentes, tornando assim nosso trânsito mais humano e civilizado.

Quando a lei 9.503/97 que é o Código Brasileiro de Trânsito entrou em vigor, seu objetivo não era outro senão a modernização das relações no trânsito no Brasil, sendo os pilares fundamentais, no nosso entendimento, a educação para o trânsito, a engenharia de tráfego e a fiscalização.

Sem uma adequada formação dos futuros condutores de veículos, pouca coisa vai mudar, já que, o sistema atual não é suficiente para a sociedade ter em suas vias, condutores cordiais e preparados, plenamente consciente dos riscos que envolvem a direção de um veículo.

É preciso que as crianças desde tenra idade tenham noções de trânsito, se familiarizem com o tema. O trânsito deve ser uma disciplina nas escolas, isso não é nenhuma novidade está estampado no Código Brasileiro de Trânsito, somente deve ser implementado de maneira séria e permanente.

Se o trânsito for ensinado nas escolas, certamente teremos motoristas mais conscientes, conhecedor de todas as suas responsabilidades no trânsito.

Educação é tudo, é o que transforma. Não basta o trânsito ser lembrado apenas em campanhas no mês de setembro. É muito pouco.

Outro ponto fundamental no trânsito é a engenharia de tráfego. Em Palmas vemos erros em toda a parte. Ruas e avenidas com desnível no pavimento o que acumula água, rotatórias grandes demais, sinalização vertical e horizontal deficiente, poucos semáforos, pontas de guia(meio-fio) agudas demais em bifurcações, o que é um risco para o condutor, e atualmente uma medida que considero algo que vai na contra-mão.

Nas entradas de rotatórias estão estreitando a via com “tachões,”o que se torna um grande risco de acidente, já que ao se aproximar da rotatória, o motorista que segue à esquerda procura urgente  ingressar nas faixas permitidas à direita, sob pena de ser multado.

Como pode diminuir o número de faixas de circulação, se a frota de veículos aumenta a cada dia?

No trânsito não se pode tomar medidas empíricas, paliativas. É preciso estudo, pesquisa, buscar o apoio e a colaboração das universidades e ouvir os condutores também. Porque não?

A fiscalização deve ser em primeiro plano para auxiliar, agindo preventivamente, inibindo a infração. Como exemplo, temos as lombadas eletrônicas ou radares.

É preciso sim fiscalizar. Mas antes temos que apostar na educação, termos ruas e avenidas melhores projetadas e construídas.

Afinal pagamos por tudo.

Heraclides Pereira Filho

É coronel Bombeiro Militar – Ex-Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Tocantins